Agência Internacional de Notícias Ahlulbayt (ABNA): Ao analisar os eventos da guerra recente, se olharmos apenas na superfície, vemos uma grande quantidade de sucata de ferro e mísseis atingindo as infraestruturas militares e de segurança do regime sionista. Porém, se olharmos mais profundamente, outra verdade estratégica se destaca: esses mísseis causaram dois tipos diferentes de destruição — uma nos “ídolos de segurança” de Tel Aviv, e outra nas “paredes da desconfiança” no mundo islâmico.
Sem dúvida, o primeiro e mais palpável resultado dessa operação foi o desafio à imagem de superpotência do regime sionista. O sistema de defesa Cúpula de Ferro, que por anos foi vendido como um milagre militar, mostrou sua vulnerabilidade ao confrontar a vontade da Resistência. Isso significa a destruição do prestígio falso do sionismo.
Mas o segundo aspecto é ainda mais impressionante. O Sagrado Alcorão prometeu que os crentes são duros contra os descrentes e misericordiosos entre si. O que aconteceu hoje é a manifestação concreta desse software corânico. A destruição das infraestruturas do inimigo resultou no fortalecimento da sociedade muçulmana. Diferentes camadas da população nos países islâmicos — de Gaza a Teerã, do Iêmen ao Líbano — ao verem essas cenas, sentem que ainda há esperança; ainda existe alguém capaz de dizer “não”.
O povo palestino, ao ver os mísseis iranianos caindo sobre os israelenses, gravou vídeos com entusiasmo e alegria, enviando-os para o mundo e agradecendo ao Irã. Isso significa que todos os esforços da mídia inimiga foram destruídos e o que eles queriam não se concretizou. Os habitantes de Gaza e da Palestina agora sabem que o Irã é um país que os apoia e que tomará o direito dos oprimidos do mundo das mãos do imperialismo global.
A unificação dos corações (Ta’lif al-Qulub): produto colateral do poder. Este é o segredo da “unificação dos corações”. Às vezes, para reunir os corações dos muçulmanos, é necessário algo além de discursos. É preciso um “separador”; uma fronteira clara que diga: “Este lado é a verdade e aquele lado é a falsidade”. Os mísseis traçaram essa fronteira. Eles mostraram que o Eixo da Resistência não é apenas um slogan, mas uma corrente operacional e ideológica que, no momento da necessidade, corre em auxílio uns dos outros.
Às vezes, para reconstruir os corações, é preciso quebrar ídolos. Esses mísseis, embora tenham mirado as infraestruturas do sionismo, tiveram como maior conquista a criação de união e fortalecimento na frente islâmica.
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